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Empreender é alternativa de carreira para mães

A possibilidade de se tornar uma empreendedora está sendo, a cada dia, muito mais considerada pelas mulheres que procuram uma forma de conciliar sua vida pessoal, familiar e profissional.

É evidente que isso não significa diminuir a carga de trabalho bem como o volume de responsabilidades. Trata-se de encontrar uma forma de poder administrar, e equilibrar, a divisão do tempo e das atribuições, de maneira a não privilegiar apenas a carreira.

Desequilíbrio esse que, na maioria das vezes ocorre no mundo corporativo, em detrimento dos demais compromissos e responsabilidades.

Para tanto, basta observar os números sobre o universo do empreendedorismo, tanto no Brasil como no exterior.

Segundo as últimas informações do Global Entrepreneurship Monitor, que mede níveis de empreendedorismo em vários países, as mulheres representam 53% dos 18,8 milhões de brasileiros que optaram por criar um empreendimento próprio nos últimos quatro anos.

O pioneirismo da BMF&Bovespa com seu programa Mulheres em Ação, por exemplo, não apenas vem funcionando como estímulo e educação para que elas comecem a olhar o mercado acionário como uma opção interessante e descomplicada de investimentos. Mas também permite ao universo feminino ampliar suas alternativas de realização, sem perder de vista sua qualidade de vida.

Isso não foi devidamente percebido por um grande contingente de figuras masculinas, que priorizaram sua vida corporativa em detrimento da vida pessoal - e só o descobriram tardiamente.

Prova disso é a grande quantidade de palestras, seminários, atividades lúdicas, livros entre outros que estão surgindo no mercado e se direcionam, especificamente, ao público feminino.

Um exemplo disso são três mulheres, de distintas áreas de atividade, que se juntaram para criar um empreendimento dirigido às mães que desenvolvem alguma atividade profissional além do seu papel materno, e que oferece também orientações sobre o universo do empreendedorismo feminino.

Daniela Buono, jornalista de 36 anos, junto com a advogada Kátia Raelo, de 35, e a violista Roberta Marcinkowski, de 37 criaram a Companhia das Mães para vender produtos para gestantes e crianças de até seis anos pela internet.

Além de fazer negócios, porém, o site também funciona como uma espécie de rede social para futuras empreendedoras, com troca de informações e consultoria para as que desejam se aventurar no mundo dos negócios.

Tais grupos são cada vez mais necessários para ajudar as mulheres a buscarem realização em um sentido mais pleno e serem bem-sucedidas tanto na vida pessoal como no âmbito profissional.

Renato Bernhoeft é fundador e presidente do conselho de sócios da höft consultoria societária

Renato Bernhoeft

Fonte: Valor Econômico

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