Objetivo é viabilizar a oferta de acesso mais rápido no plano nacional de banda larga
O governo estuda linhas de crédito para que os pequenos provedores de internet possam oferecer acesso mais rápido no PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). Por determinação da presidente Dilma Rousseff, a conexão terá de ser de 1 Mbps (megabit por segundo) -e não mais de até 600 Kbps (kilobits por segundo). Com 1 Mbps, é possível baixar um CD com dez faixas de música em oito minutos, metade do tempo caso a conexão fosse de 600 Kbps. Os provedores alegam dificuldades estruturais e de aporte de dinheiro para incrementar suas redes. O governo confia nos pequenos para levar banda larga a rincões onde as grandes não chegam, apesar de eles responderem por menos de 5% da conexão no país.
Segundo a Anid (Associação Nacional para Inclusão Digital), a maior parte dos pequenos provedores vende planos de até 400 Kbps. A baixa velocidade tem a ver com o alto custo da banda larga no atacado, que eles compram para vender ao consumidor final, e também com a baixa capacidade de tráfego das redes sem fio usadas por essas empresas.
Para melhorar a estrutura, os provedores querem mudanças nas linhas de crédito e nas taxas de juros, consideradas altas. O governo estuda criar uma linha de financiamento para os pequenos provedores, por meio do Fundo Garantidor de Investimento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Hoje, essas empresas tomam dinheiro do jeito mais caro, em bancos privados. "Nosso modelo de internet é perverso. A empregada subsidia o patrão. É mais caro na região mais pobre e mais barata na região mais rica. A entrada do pequeno provedor pode equilibrar essa equação", disse Santanna.
Além da linha de crédito, o governo quer montar uma universidade da banda larga, para ensinar o pequeno provedor a melhorar a gestão do seu negócio e sua tecnologia. Hoje, há 2.300 pequenos provedores licenciados no país. São, geralmente, negócios de família, que têm até 150 clientes.
Sofia Fernandes
Fenacon