Um dos motivos para este crescimento foi o aumento do número de pequenos fornecedores que passaram a disputar as licitações públicas. Em 2009, eram 210.347, quantia que passou para 231.854 em 2010.
De acordo com o ministério, atualmente, as MPEs representam 55,3% do total de empresários de todos os portes que comercializam com o governo federal.
Pregão eletrônico
O desempenho positivo também se deve à utilização do pregão eletrônico, modalidade que respondeu por 80% de tudo que foi adquirido pela administração pública das MPEs, no ano passado. No período, a compra total de mercadorias e serviços pelo meio eletrônico somou R$ 26,2 bilhões, gerando uma redução de R$ 7,1 bilhões nos gastos do Executivo Federal.
O ganho veio da diferença entre o preço de referência de alguns produtos nos leilões e o efetivamente pago pelo governo, que ficou abaixo dos valores cotados. Segundo os dados, parte dessa economia (R$ 3,4 bilhões) foi proporcionada pela participação das MPEs.
Postos de trabalho
Para a secretária da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, Glória Guimarães, os investimentos públicos em compras, além de incentivar a competitividade e o desenvolvimento econômico, contribuiu para a abertura de postos de trabalho."A cada R$ 1 bilhão do que o governo adquire, só das micro e pequenas empresas são geradas sete mil novas vagas de trabalho", finaliza.
Karla Santana Mamona
InfoMoney