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Crescimento do País passa pela inovação nas pequenas empresas

Para diretor do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, encadeamento entre grandes empresas e pequenos fornecedores gera mais produtividade

São Paulo - Os salários no sistema financeiro brasileiro têm atraído nos últimos anos não apenas economistas, mas também engenheiros, tirando-os do setor industrial. O apagão da mão de obra neste setor é tamanho que grandes indústrias estão contratando estudantes nos segundos e terceiros anos de graduação.

Se a situação é complicada nas grandes corporações, imagine o que acontece nas micro e pequenas indústrias brasileiras. Para o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, apenas as empresas altamente produtivas terão condições de pagar bons salários.

Por enquanto, os pequenos negócios brasileiros em relação aos países mais desenvolvidos perdem no quesito produtividade. "As pequenas empresas são a maioria e as que geram mais empregos, mas infelizmente estamos fora da curva quando o assunto é produtividade."

Encadeamento Produtivo

Ele acredita que o aprimoramento dos processos produtivos nos pequenos empreendimentos deve acontecer por meio do encadeamento com grandes empresas, que são relacionamentos cooperativos, de longo prazo e mutuamente atrativos. "A grande empresa incentiva a inovação de seus fornecedores, criando uma relação de bons negócios entre as duas partes."

No encadeamento produtivo, diz o diretor, é preciso inteligência competitiva, rede de aprendizagem, acesso a mercados, entre outros. O Sistema Sebrae vem há algum tempo trabalhando este conceito com dois grandes programas: Sebraetec e Sebrae Mais – o primeiro voltado para projetos técnicos e o segundo para gestão. "Queremos colocar o encadeamento produtivo no centro dos projetos estratégicos do Sebrae nos próximos anos", diz Santos.

Inovação e crescimento

Carlos Alberto citou vários convênios firmados pelo Sebrae visando à capacitação de fornecedores para grandes empresas, entre os quais os celebrados com a Petrobras, Gerdau,Vale e Braskem. No convênio com a Petrobras, foram capacitadas 3 mil pequenas empresas em 28 unidades da estatal.

Já com a Gerdau o convênio tem como objetivo principal aumentar o faturamento dos pequenos negócios e reduzir o grau de dependência dos fornecedores em relação à própria Gerdau. A empresa também quer reduzir os atrasos nas entregas dos produtos.

"Queremos formatar convênios com outras empresas, capacitando os pequenos fornecedores da cadeia produtiva. Nossa preocupação é vincular os desafios econômicos que o Brasil enfrentará nos próximos anos com a necessidade de inovação nos pequenos empreendimentos", afirmou Carlos Alberto dos Santos.

O diretor do Sebrae foi um dos palestrantes do Encontro dos Associados da Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), que aconteceu na quinta-feira (9), em São Paulo.

Beth Matias

ASN

Para diretor do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, encadeamento entre grandes empresas e pequenos fornecedores gera mais produtividade

Beth Matias

São Paulo - Os salários no sistema financeiro brasileiro têm atraído nos últimos anos não apenas economistas, mas também engenheiros, tirando-os do setor industrial. O apagão da mão de obra neste setor é tamanho que grandes indústrias estão contratando estudantes nos segundos e terceiros anos de graduação.

Se a situação é complicada nas grandes corporações, imagine o que acontece nas micro e pequenas indústrias brasileiras. Para o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, apenas as empresas altamente produtivas terão condições de pagar bons salários.

Por enquanto, os pequenos negócios brasileiros em relação aos países mais desenvolvidos perdem no quesito produtividade. “As pequenas empresas são a maioria e as que geram mais empregos, mas infelizmente estamos fora da curva quando o assunto é produtividade.”

Encadeamento Produtivo


Ele acredita que o aprimoramento dos processos produtivos nos pequenos empreendimentos deve acontecer por meio do encadeamento com grandes empresas, que são relacionamentos cooperativos, de longo prazo e mutuamente atrativos. “A grande empresa incentiva a inovação de seus fornecedores, criando uma relação de bons negócios entre as duas partes.”

No encadeamento produtivo, diz o diretor, é preciso inteligência competitiva, rede de aprendizagem, acesso a mercados, entre outros. O Sistema Sebrae vem há algum tempo trabalhando este conceito com dois grandes programas: Sebraetec e Sebrae Mais – o primeiro voltado para projetos técnicos e o segundo para gestão. “Queremos colocar o encadeamento produtivo no centro dos projetos estratégicos do Sebrae nos próximos anos”, diz Santos.

Inovação e crescimento


Carlos Alberto citou vários convênios firmados pelo Sebrae visando à capacitação de fornecedores para grandes empresas, entre os quais os celebrados com a Petrobras, Gerdau,Vale e Braskem. No convênio com a Petrobras, foram capacitadas 3 mil pequenas empresas em 28 unidades da estatal.

Já com a Gerdau o convênio tem como objetivo principal aumentar o faturamento dos pequenos negócios e reduzir o grau de dependência dos fornecedores em relação à própria Gerdau. A empresa também quer reduzir os atrasos nas entregas dos produtos.

“Queremos formatar convênios com outras empresas, capacitando os pequenos fornecedores da cadeia produtiva. Nossa preocupação é vincular os desafios econômicos que o Brasil enfrentará nos próximos anos com a necessidade de inovação nos pequenos empreendimentos”, afirmou Carlos Alberto dos Santos.

O diretor do Sebrae foi um dos palestrantes do Encontro dos Associados da Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), que aconteceu na quinta-feira (9), em São Paulo.
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