Diretor do Departamento de Média e Pequena Indústria da Fiesp, Milton Bogus, diz que é preciso ampliar os valores do Simples, criar o Simples Trabalhista e aumentar os valores de crédito nos bancos para os pequenos negócios.
São Paulo - A concorrência predatória das importações é a principal preocupação do diretor do Departamento de Média e Pequena Indústria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Milton Bogus, para 2010. Segundo ele, as pequenas indústrias muitas vezes não têm como competir com o preço de produtos importados.
A Fiesp divulgou nesta terça-feira (8) o balanço de 2009 e as perspectivas da entidade para 2010. A previsão é que no próximo ano as importações cresçam cerca de 30%. “Os investidores estrangeiros estão de olho no Brasil”, acredita o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
Bogus acredita que para defender os pequenos negócios é preciso ampliar os valores do Simples Nacional e criar o Simples Trabalhista. Atualmente só podem fazer parte do Simples Nacional empresas que faturem entre R$ 240 mil/ano (microempresas) até R$ 2,4 milhões/ano (empresas de pequeno porte). O Simples estabelece tratamento tributário diferenciado e favorecido às micro e pequenas empresas. Alguns setores também não podem fazer parte do Simples Nacional.
O diretor também disse que é preciso melhorar a questão do crédito. Apesar de o presidente da entidade, Paulo Skaf, afirmar que o crédito deve crescer em 2010 para 55% do PIB, Bogus disse que os limites de crédito impostos às micro e pequenas empresas não estão sendo aumentados nos bancos.
Os números apresentados pela Fiesp nesta terça-feira demonstram otimismo e confiança na economia brasileira no próximo ano. Segundo a entidade, a economia brasileira crescerá 6,2% em 2010, puxada pela recuperação da indústria e do investimento, dois dos setores mais atingidos pela crise mundial. O PIB este ano deve fechar positivo em 0,4%.
Beth Matias
Agência Sebrae de Notícias