O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo, basta avaliarmos alguns dados relativos à importância do segmento de Micro e Pequenas Empresas (MPE) na produção nacional para vemos que o papel do pequeno empreendedor é fundamental no funcionamento da economia brasileira.
Em 2002, 14.4 milhões de pessoas estavam envolvidas com alguma atividade empreendedora, ou seja, um em cada sete brasileiros estava empreendendo, fato este que coloca o Brasil, no mínimo, em sétimo lugar na classificação mundial de empreendedorismo.
Segundo dados da RAIS/MTE de 2000, algo em torno de 93% do total dos estabelecimentos empregadores do país são empresas de micro e pequeno porte, respondendo por cerca de 20,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Respondem ainda por 59,4% da mão de obra ocupada no Brasil Estes números não incluem as empresas informais.
No país, 98% das empresas são micro e pequenas, respondendo por aproximadamente 12% das exportações nacionais e por 43% da renda total dos setores industrial, comercial e de serviços e proporciona ocupação para mais de 60 milhões de brasileiros.
A capilaridade dos pequenos negócios propicia a criação de milhares de postos de trabalho nas mais distantes localidades, especialmente para as faixas mais vulneráveis do mercado de trabalho - o primeiro emprego para o jovem e para pessoas com mais de 40 anos.
Essa mesma capilaridade propicia às comunidades das mais remotas localidades do país acesso a bens e serviços que de outra forma não lhes seria possível, constituindo-se as microempresas e as empresas de pequeno porte, nesse cenário, importantes parceiras das médias e grandes empresas na distribuição de seus produtos.
Conseguem também fixar as pessoas no local de origem, distribuir renda e riqueza e de estimular as iniciativas individuais e coletivas.
Esse conjunto de fatos só vem demonstrar a importância e o quanto o setor das MPEs vem crescendo nos últimos anos, alavancando o crescimento ou garantindo o equilíbrio econômico do país, especialmente nesta última década, sendo por isso inequívoco fator de estabilidade social.
E é neste contexto e com muita alegria que recebemos no XIII ENAMPE companheiros de vários estados do Brasil e dos diversos municípios do Espírito Santo, para podermos vivenciar este momento extremamente favorável às micro e pequenas empresas. Temos ainda muito a conquistar, mas também sabemos que avançamos de forma significativa com a Lei Geral e agora esta fantástica lei que criou o Empreendedor Individual, que se constitui em um grande e fabuloso programa de inclusão social, com decisivo apoio do Governo Federal.
Queremos agradecer o apoio de todos os parceiros, fundamental para a realização deste evento.
Sejam todos bem vindos e que tenhamos um ótimo Encontro.
Forte abraço.
Pedro Gilson Rigo
Presidente